Quão amargo é o sabor da verdade?

Ludibriados pela mídia e por todo tipo de estímulo que limita nossa percepção àquilo que parece ser e não o que realmente é, muitos de nós - senão a maioria - vivem dissociados da liberdade de consciência e capacidade de discernimento.

Hoje, quem quer que levante a voz contra as opiniões infundadas, sem embasamento e sem conhecimento algum, é tachado de louco e perverso. É excluído de seus círculos sociais, de grupos de discussões, sendo ainda mal visto pelos amigos mais próximos.

Sobrevive aquele que se deixa tampar os ouvidos, em prol de um grito histérico. Sobrevive aquele que não polemiza, porque aquele que procura conhecer a verdade é polêmico. Aquele que procura combater a ignorância com a busca incessante do saber é tido como intransigente, austero.

Mas, quem procura aliados para a construção de suas próprias fantasias sob o o pretexto de uma vida ideal é, certamente, quem mais abomina o amor à verdade. A verdade não é nada senão o que ela é; ela é aquilo que os olhos vêem e o coração consente.

Entretanto, mediante a confusão impelida pelas numerosas vozes - das instituições de ensino, corporações diversas, elites globais e a mídia inteira - passamos a inverter os critérios morais da sociedade. Hoje, mais do que nunca, somos forçados a acreditar em um jogo que simula o que estamos vivendo e não o que realmente estamos vivenciando. A verdade, há tempos, deixou de ser o princípio fundamental da vida para servir-se como juras de falsas esperanças e discursos políticos de um mundo melhor.

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