O tesouro genuíno é o que chega no devido tempo
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| Imagem: Country Living Magazine |
"O tesouro genuíno é o que chega no devido tempo", afirmou o filósofo e teólogo Antonin Sertillanges. Muitas pessoas, certamente, já ouviram frases parecidas como: "Tudo chega no tempo certo", ou ainda, "tudo a seu tempo". Eu, honestamente, não creio que sejam frases para consolar alguém que quer muito alguma coisa. Na verdade, eu acredito nisso, porque eu enxergo que há um sentido em tudo que nós passamos. O que quero dizer é que, olhando para a minha vida, vejo que tudo aconteceu da forma mais certa possível.
É verdade que eu tenho apenas 26 anos e não tenho tantas experiências para contar como uma mulher de 50. Estou no começo da vida, é fato. Estou em um momento de descoberta de mim mesma, de como as experiências passadas foram significativas para o meu crescimento e amadurecimento. De como essas experiências me trouxeram até aqui, fazendo o que estou fazendo, acompanhada de certas pessoas e não outras.
Para ilustrar um pouco melhor o que estou dizendo, vou lhes contar, brevemente, passagens da minha história e o caminho que viria a trilhar depois de um acontecimento decisivo na minha vida. Desde criança, sempre me sentia diferente das meninas da minha idade. Não gostava de baladinhas e de conversas fúteis. Sempre tive um perfil mais reservado e, já na adolescência, me interessava por assuntos mais filosóficos e espirituais. Isso se refletia muito nas músicas que eu ouvia -- e continuo ouvindo --, hits antigos dos anos 70 e 80 que me tocavam profundamente e despertavam a minha imaginação. A música dessa época era muito mais bonita e interessante do que a que temos hoje, porque ela não só tinha melodia, como também conteúdo. Antes, as letras eram mais profundas e falavam de aspectos dramáticos da vida; hoje, as músicas são vulgares e barulhentas, em sua maioria.
Passei a minha adolescência com muitas dificuldades de entrosamento com as pessoas da minha idade. Para dizer a verdade, tinha dois ou três amigos. Mas, mesmo cercada de pouca gente, eu gostava de fazer os outros rirem. Sempre fui meio palhaça, ainda que bem séria ao mesmo tempo! Na faculdade, não foi diferente: tinha meu seleto grupo de amigos, e minha personalidade continuava a mesma, palhaça e séria. A diferença é que, conforme o tempo foi passando, fui me tornando mais extrovertida e mais sociável. E, à medida que os anos passavam, me interessava cada vez mais por autoconhecimento e espiritualidade. Creio que algumas coisas nascem com a gente e morrem com a gente. Talvez minha realização profissional esteja ligada a esses campos de interesse.
O curso de jornalismo que eu fiz, apesar de hoje poder enxergar suas deficiências, foi bom, porque além de estudar e perceber o quanto era da área de comunicação, conheci pessoas e amigos valiosos, com quem pude ter e tenho trocas maravilhosas, e que me ajudam no meu desenvolvimento. Entretanto, após acabar a faculdade, me senti um pouco sem rumo. É quando a vida adulta começa e você se sente meio sozinho, sem saber por onde começar. Passei por muitas coisas nos últimos anos, muitas dúvidas sobre a minha vocação e que caminho seguir.
Confesso que, durante a época da faculdade, não dava bola para política. Gostava mesmo era de filosofia, de refletir sobre a vida e de trocar ideias sobre assuntos transcendentais. Não tinha um posicionamento político, apesar de sempre ter sido mais alinhada à direita. Isso antes e depois de sair da faculdade. Mas, como na faculdade eu tive praticamente só contato com teórico de esquerda, acabava gostando e incorporando algumas ideias e visões esquerdistas. Demorei para perceber, entretanto, o meio no qual estava inserida e não tinha compreendido muitas coisas até conhecer o grande filósofo e escritor Olavo de Carvalho.
Conheci o Olavo no final de 2015. E, apesar de não ter tido muito contato com o seu material, tinha gostado dele logo de cara. Dali em diante, sentiria uma forte sintonia com o filósofo, que me abriu para um novo mundo, embora sempre estivesse nele desde criança. O ano seguinte, 2016, foi o ano da ruptura, das frustrações, do reencontro comigo mesma. Foi o ano em que eu tomei o caminho mais próximo da minha essência. Foi um ano decisivo. Foi o ano em que eu tive meu primeiro trabalho formal, em uma agência de conteúdo. Ali, percebi o quanto aquelas pessoas, com exceção de três ou quatro que tive maior contato, eram diferentes de mim. Tinham visões de mundo conflitantes com as minhas, eu me sentia um peixe fora d' água. A maioria das pessoas daquele trabalho não ia com a minha cara também. Aliás, nem mesmo gostava do que eu fazia. Ainda assim, foi uma experiência boa. Ter um trabalho, levar marmita e chegar cansada em casa dava uma sensação de dever cumprido. De responsabilidade.
Para a minha sorte (hoje eu enxergo assim), fui demitida no final daquele mesmo ano. Aquele lugar não era para mim. Retomei a leitura do "O Mínimo que você precisa saber para não ser um idiota", do Olavo, e fiquei espantada não só com tanto conhecimento sobre a realidade, filosófico e espiritual, como também com a forma e com o seu estilo totalmente único de escrever. Desde então, passei a segui-lo no facebook e a me aproximar de pessoas do meio conservador, já que o Olavo era uma das grandes referências do meio conservador brasileiro. Foi através do Olavo, aliás, que comecei a ter interesse por política. E comecei a perceber melhor meus valores por meio das pautas políticas que estavam sendo debatidas.
Então, encantada pelo Olavo e interessada em aprender mais sobre conservadorismo, comecei um curso logo no início de 2017, intitulado "Governo, política e conservadorismo", ministrado por um aluno do filósofo, chamado Rafael Nogueira. Fazendo o curso, também poderia conhecer pessoas mais parecidas comigo, que estavam procurando por coisas semelhantes àquelas por mim. E foi isso que aconteceu. Além de estar imersa nos estudos, lendo livros de autores conservadores, os quais jamais teria lido na faculdade de jornalismo, fiz amigos muito especiais, de grande inteligência e percepção da realidade. Pessoas com quem me sentia à vontade para falar sobre quase tudo, e isso era algo incrível para mim, pois sempre fui meio fechada e praticamente não havia ninguém antes para conversar sobre conservadorismo comigo. Foi só entrar para esse curso que as portas se abriram para mim.
Desde então, comecei a me encontrar melhor. Comecei a participar de eventos e a integrar projetos que me ajudavam a crescer profissional e pessoalmente. Conheci diversas pessoas, meu networking havia crescido surpreendentemente, e eu me tornei muito mais ativa, dinâmica e, principalmente, mais natural. Mais espontânea. Mais eu mesma. A naturalidade, aliás, é um dos aspectos que eu mais admiro no Olavo: ele é ele e ponto final. E não tem nada melhor do que você poder ser você mesmo. Isso é muito libertador. Esse exercício de você aprender a ser você mesmo, de encontrar a sua própria voz, o seu próprio estilo, é o mais desafiador possível. Mas, eu estou aprendendo e é nesse caminho que eu quero estar.
Mais do que ler e estudar livros conservadores, o que eu aprendi foi sobre mim mesma. Aprendi a me enxergar melhor, aprendi a ter discernimento do que eu quero e do que eu não quero para a minha vida, com quais pessoas eu quero seguir e quais devem ficar para trás, mas não caídas no esquecimento. Aliás, ser conservador tem a ver com ter discernimento. Conservar certas coisas em detrimento de outras. Conservar é perseverar, é continuar. Felizmente, eu voltei para casa, voltei a ser quem eu sempre fora desde pequena: uma guria de família alinhada com valores mais conservadores, atraída por boa música, bons papos e belos lugares. Não que eu tivesse deixado de ser assim, apenas me tornei mais consciente de quem eu sou, principalmente depois que conheci o Olavo. Nada é por acaso nessa vida. E é por tudo isso que digo: Sertillanges tem razão.
Então, encantada pelo Olavo e interessada em aprender mais sobre conservadorismo, comecei um curso logo no início de 2017, intitulado "Governo, política e conservadorismo", ministrado por um aluno do filósofo, chamado Rafael Nogueira. Fazendo o curso, também poderia conhecer pessoas mais parecidas comigo, que estavam procurando por coisas semelhantes àquelas por mim. E foi isso que aconteceu. Além de estar imersa nos estudos, lendo livros de autores conservadores, os quais jamais teria lido na faculdade de jornalismo, fiz amigos muito especiais, de grande inteligência e percepção da realidade. Pessoas com quem me sentia à vontade para falar sobre quase tudo, e isso era algo incrível para mim, pois sempre fui meio fechada e praticamente não havia ninguém antes para conversar sobre conservadorismo comigo. Foi só entrar para esse curso que as portas se abriram para mim.
Desde então, comecei a me encontrar melhor. Comecei a participar de eventos e a integrar projetos que me ajudavam a crescer profissional e pessoalmente. Conheci diversas pessoas, meu networking havia crescido surpreendentemente, e eu me tornei muito mais ativa, dinâmica e, principalmente, mais natural. Mais espontânea. Mais eu mesma. A naturalidade, aliás, é um dos aspectos que eu mais admiro no Olavo: ele é ele e ponto final. E não tem nada melhor do que você poder ser você mesmo. Isso é muito libertador. Esse exercício de você aprender a ser você mesmo, de encontrar a sua própria voz, o seu próprio estilo, é o mais desafiador possível. Mas, eu estou aprendendo e é nesse caminho que eu quero estar.
Mais do que ler e estudar livros conservadores, o que eu aprendi foi sobre mim mesma. Aprendi a me enxergar melhor, aprendi a ter discernimento do que eu quero e do que eu não quero para a minha vida, com quais pessoas eu quero seguir e quais devem ficar para trás, mas não caídas no esquecimento. Aliás, ser conservador tem a ver com ter discernimento. Conservar certas coisas em detrimento de outras. Conservar é perseverar, é continuar. Felizmente, eu voltei para casa, voltei a ser quem eu sempre fora desde pequena: uma guria de família alinhada com valores mais conservadores, atraída por boa música, bons papos e belos lugares. Não que eu tivesse deixado de ser assim, apenas me tornei mais consciente de quem eu sou, principalmente depois que conheci o Olavo. Nada é por acaso nessa vida. E é por tudo isso que digo: Sertillanges tem razão.

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