Espontaneidade e Planejamento
Quem se permite a espontaneidade, torna-se mais natural, mais autêntico. Por outro lado, quem se planeja muito, torna-se mais zeloso, mais cauteloso.
A espontaneidade está ligada ao risco; o planejamento à estratégia. Algumas pessoas agem mais com o coração (espontaneidade), outras mais com a razão (planejamento). Assim sendo, parece mesmo que a espontaneidade e o planejamento são totalmente antagônicos, quando, em verdade, podem ser consideravelmente complementares.
Muitos de vocês já devem ter ouvido falar do famigerado "caminho do meio" das tradições budistas. Essencialmente, o caminho do meio é a busca do equilíbrio em tudo na vida. Nem muito, nem pouco, mas o suficiente para ser e estar: ser pleno e estar presente.
Para muitas situações - em especial às que concernem o desenvolvimento pessoal -, esse tal caminho ou filosofia budista é de grande valia. Pois, quando nos permitimos trabalhar e encontrar o equilíbrio interno, tudo fica mais fácil. E, consequentemente, quanto mais equilibrados somos, mais harmônicas são as nossas ações.
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| Imagem: http://shof.co.il |
Por isso, é importante encontrarmos esse "ponto luminoso" se quisermos efetivamente viver de forma mais leve e íntegra. Nesse sentido, o quanto nos são necessários a espontaneidade e o planejamento? A resposta é: o suficiente para nos manter focados sem, contudo, perder a naturalidade.
Planejar é imprescindível para colocarmos os nossos planos e objetivos em prática. Ser espontâneo é fundamental para vivermos com mais serenidade e menos críticas a nós e aos outros. Ser espontâneo é ser mais e julgar menos. É ser flexível e resiliente. Quem alia espontaneidade ao planejamento conquista muitas coisas, tanto espirituais quanto materiais. Porque aquele que encontra um equilíbrio entre a mente e o coração vive em um eterno estado de gratidão pelo que se é e pelo que se tem.

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