Entrevista ping-pong com Henrique Oliveira
O que é o rock'n'roll? Esse fenômeno que abala os corações de todas as gerações, que multiplica amores e relembra dores? Até hoje, é difícil definir a importância e o peso que o estilo musical tem na vida das pessoas, por ser intenso. Ou, nas palavras do simpático músico paulistano Henrique Oliveira, "curtir rock vem de algo mais profundo que talvez não tenha explicação". Formado em Comunicação Social (Publicidade e Propaganda) pela Universidade Anhembi Morumbi, Oliveira relata a importância da música - especialmente o rock - na sua vida, suas experiências como vocalista e um de seus principais sonhos: conhecer a cidade onde o Rei do Rock, Elvis Presley, iniciou sua carreira.
Juliana Taouil: Quando se deu o interesse pela música?
Henrique Oliveira: Desde criança. Meu pai tinha uma coleção de discos de vinil e, mais tarde, uma coleção de CD's. Ouvia muita música boa desde cedo. Mas acredito que minha paixão pela música e principalmente pelo rock'n'roll ganhou força quando comecei um curso de violão aos 12 anos.
J.T: O que no rock'n'roll lhe chama a atenção em detrimento de todos os outros estilos musicais?
H.O: Em um primeiro momento, a atitude inerente ao rock. Posteriormente, um pouco mais maduro, passei a me identificar muito com as letras e as melodias. Passei a entender o conjunto de algumas obras, álbuns ou bandas como temáticas incríveis. Mas, mais do que gostar de um som de qualidade ou estilo, curtir rock vem de algo mais profundo que talvez não tenha explicação.
J.T: Qual seu ídolo musical e por quê?
H.O: São muitos. Seria difícil apontar apenas um, pois admiro muitos rockstars por diferentes motivos. Mas, se fosse para apontar apenas um, acredito que seria Elvis Presley. Além de Elvis ser um dos pioneiros do rock'n'roll, ele era um visionário que definitivamente viveu a frente de seu tempo (musicalmente falando). Apesar de sempre ter sido um cantor popular, ele não se rendeu aos modismos de sua época e cantava de uma maneira única, com um alcance vocal formidável e um talento fora do comum. Fora seu carisma, que conquistou e continua conquistando fãs de todos os lugares e de todas as idades. Um dos meus sonhos é conhecer a cidade de Memphis e ir à gravadora Sun Records, onde Presley iniciou sua carreira. Sem dúvidas um ícone, sem dúvidas o Rei do Rock!
J.T: Conte-me um pouco de suas experiências neste universo musical.
H.O: Aos 17 anos, tive uma banda com alguns amigos. Fizemos apenas algumas apresentações domésticas. Nada demais, mas agitávamos a galera, e eu era o vocalista. Cheguei a compor algumas músicas, mas a banda não foi para frente. Muitos anos depois, gravei alguns covers para o meu canal do YouTube, que não faz sucesso algum (risos)! Mas, ainda assim, serve como um currículo para a formação de uma nova banda de rock em que estarei em um futuro não muito distante.
J.T: Quais as maiores dificuldades em se ter uma banda autoral?
H.O: No rock, você tem uma mensagem a ser passada com suas músicas. Como em qualquer diálogo, é necessário se ter um emissor e um receptor. E, para que o diálogo seja interessante, é preciso que o receptor esteja realmente interessado em ouvir o que está sendo falado. Vivemos muitos momentos históricos que abalaram o mundo, e, em muitos desses momentos, os jovens viam no rock uma mensagem que conversava diretamente com eles; eles queriam ouvir. Queriam reproduzir o que foi ouvido e passar o recado para o resto do mundo. Acho que isso se perdeu. É muito difícil ter a percepção do que é importante ser passado e, principalmente, passar essa mensagem de forma interessante e bonita.
J.T: Assim como precisamos ter disciplina para estudar ou praticar um esporte, devemos ter comprometimento com a música. O que, na sua opinião, é indispensável para melhorar o desempenho e otimizar resultados?
H.O: Ouvir música de qualidade, buscar evoluir sempre, ter humildade. Praticar e se dedicar à sua especialidade musical, procurar se qualificar dentro daquilo que você deseja alcançar musicalmente. E nunca esquecer que a música não é uma ciência exata, o fator emoção ainda é o crucial. Muitas vezes, o coração na música supera qualquer técnica (os Beatles não sabiam ler partitura).
J.T: Uma música?
H.O: Simple Man - Lynyrd Skynyd.
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| O paulistano Henrique Oliveira no show do Guns N' Roses em São Paulo (26/09) |

Simplesmente fantástica essa entrevista. É uma honra ser entrevistado por uma jornalista tão talentosa. Obrigado pela oportunidade e parabéns por seu talento.
ResponderExcluirObrigada você pela ótima entrevista, pela disponibilidade e amizade. Agradeço de coração suas palavras! Estou muito feliz! 👏🏻❤️
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