Escrita e maturidade

O que me dá ânimo, todos os dias ao acordar, é saber que tenho mais uma chance de desenvolver. E me sinto profundamente grata por isso. É com sinceridade que digo: não sei se tenho alguma paixão específica por alguma coisa, por algum trabalho, mas sei que amo viver. Amo compartilhar também. E é por meio da escrita que faço isso muitas vezes. A escrita é, para mim, uma ferramenta maravilhosa de comunicação. É um meio que encontrei para expressar o meu aprendizado, as minhas experiências, o meu pouco conhecimento sobre a vida, ainda que seja bastante significativo.

Conforme o tempo foi passando, fui notando uma maturidade maior nos meus textos. Se antes reinavam frases misteriosas, sem muita clareza, cheias de vocábulos sofisticados, hoje predominam frases mais simples, claras, com mais objetividade. Isso, para mim, demonstra o quanto cresci, o quanto me aceitei mais, sem tanto medo do julgamento alheio. Não vou ser hipócrita ao dizer que não sinto receio de escrever sobre algumas coisas, pois isso ainda acontece. Mas, que a maturidade ocorreu, não tenho dúvida alguma.

Sabem por quê? Porque à medida que comecei a me soltar mais, a escrever com maior desenvoltura e a elaborar orações inteligíveis, mais próxima fui ficando não só do meu texto, como de mim mesma. Creio que a boa escrita está muito associada à uma maior intimidade do escritor com aquilo que ele sente e expressa. É essa intimidade que dá vida ao texto. Que faz com que ele tenha um sentido e uma forma específica.  

Escrever é uma arte que valorizo demais. Por valorizar tanto a escrita, preciso desenvolver paciência comigo todos os dias, se quiser produzir textos cada vez melhores.


Imagem: Revista Rubem

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