Zelo pela educação


Esse é um dos grandes males da vida. Reproduzir o que as pessoas e a mídia falam é fácil e, muitas vezes, nocivo. Em tempos de Internet, Facebook, Youtube, em que a informação é bombardeada e disseminada rapidamente, é muito fácil compartilhar conteúdo sem a devida apuração e reflexão. A falta de cuidado com a informação, de saber se o conteúdo intrínseco à ela corresponde à realidade, faz com que sejamos não apenas irresponsáveis, como também indivíduos facilmente manipuláveis.

Precisamos sair da zona de conforto. Precisamos parar de repetir frases, de acreditar em tudo que  lemos ou ouvimos -- seja uma fala de uma pessoa a nossa volta, de um conteúdo da Internet ou da televisão. É urgente começarmos a andar com as nossas próprias pernas: para isso, buscar boas referências profissionais e intelectuais é o primeiro passo (sem falar de bons modelos familiares, a base da educação. Mas, neste texto, dou ênfase a profissionais que o ajudam a estruturar seus estudos). Procurar estudar e se habituar a ler mais é o segundo.

De nada adianta, afinal, querermos ser bons profissionais e bons exemplos de cidadãos às pessoas se não fazemos o mínimo, que é zelar pela nossa educação, pela nossa formação cognitiva e cultural que, aliás, contribui muito para a consolidação da personalidade. Dos valores que nos são caros; do discernimento daquilo que é relevante daquilo que é irrelevante. Sem uma base educacional sólida, ficamos impossibilitados de distinguir com clareza o bom do mau, o certo do errado. Tendemos, assim, a relativizar e a nivelar as coisas, como se tudo viesse do acaso, como se nada realmente importasse.

Mas, não: cada coisa tem sua importância e lugar. Precisamos resgatar um senso de organização, sensibilidade e cautela, provenientes da educação. Para, então, analisarmos aquilo que escutamos e aquilo que lemos com mais critério e atenção. Por isso, que nos cerquemos de pessoas e livros que nos agreguem, que nos coloquem para pensar e refletir, antes que viremos eternos papagaios à serviço da ignorância generalizada. Antes que produzamos homens sem peito, de quem esperamos virtude e iniciativa, como pontuou o escritor C.S. Lewis, em seu livro "A Abolição do Homem".

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