Diploma, estudo e autodesenvolvimento

Ter um diploma não é sinônimo de exercer uma profissão com total capacidade e credibilidade. É preciso ir além do que o meio acadêmico nos oferece. Precisamos estudar e nos desenvolver um pouco todos os dias. E, para isso, é necessário que tenhamos disciplina e organização.

Como alguns de vocês devem saber, sou formada em Jornalismo há quase quatro anos. Não pretendo, aqui, fazer uma avaliação do curso (a meu ver, mediano, sem entrar em maiores detalhes), apenas expor uma verdade: o conteúdo que aprendi na universidade é limitado e insuficiente para a formação de um jornalista. Só para citar um exemplo -- que creio ser o mais importante --, não tive acesso, durante todo o curso, ao pensamento e ao estudo de autores e teóricos conservadores. O que predominou foi o pensamento e a ideologia esquerdista. Não é por acaso, portanto, que a grande maioria dos jovens que se forma em Jornalismo torna-se de esquerda.

Dessa forma, como exercer a profissão de jornalista se se tem acesso a apenas um lado da história? Aonde ficou a imparcialidade no ensino? Para não dizer que só estudei ideólogos de esquerda, tive contato com um ou outro liberal também. Mas um liberal não é um conservador. São poucos os alunos que já ouviram falar em um Roger Scruton, Michael Oakeshott, Adolpho Lindenberg e tantos outros pensadores importantes da direita conservadora internacional e nacional.

Foi graças ao professor Olavo de Carvalho, um dos maiores filósofos e pensadores independentes do Brasil e do mundo, que comecei a ter ciência do universo conservador. E digo mais: não só do universo conservador, mas do universo intelectual como um todo. Minha visão e percepção das coisas, desde então, começaram a mudar, e percebi o quanto o mundo era maior do que aquele que era mostrado na faculdade. Sabem por quê? Porque uma coisa é estudar as ideologias, ou seja, as ideias de teóricos no meio acadêmico, outra é você conhecer e perceber como a sociedade funciona. Antes de querer mudar tudo e a todos, você precisa sentir e compreender a vida, a partir de uma postura contemplativa. E essa postura contemplativa não me foi passada nem ensinada na minha vida de universitária.

Por isso, é importante que abramos nosso leque de opções e procuremos outras e novas referências intelectuais (ou de outros tipos) em nossas vidas, se quisermos nos desenvolver mais não só como profissionais, mas como pessoas também. O meio acadêmico pode lhe dar uma base, mas é você quem vai criar e fortalecer sua vida de estudos e autodesenvolvimento. É você quem deve fazer por você. Então, não dependa de ninguém. Faça mais por você agora mesmo.


Imagem: Elo7 com edições próprias








Comentários