Neutralidade existe?

Imagem: O Poderoso Resumão


Neutralidade existe? Naturalmente, não. Todo mundo tem uma opinião sobre algo. Todo mundo tem determinados valores, crenças e concepções de vida particulares. Portanto, ninguém é neutro: só é "neutro" aquele que procura agradar a todos. É evidente que respeitar alguém é diferente de aceitar ou concordar com suas ideias e com seu modo de vida. Ninguém é obrigado a aprovar o estilo de vida de ninguém.

O que existe, ao contrário, chama-se imparcialidade. Se pensarmos no ofício de Jornalismo, por exemplo, o profissional do ramo, o jornalista, tem a obrigação de ser imparcial quanto à condução de suas investigações. Ou seja, o jornalista deve ouvir o relato de diversas pessoas (pessoas cujos valores e visões de mundo são diferentes), de modo que consiga coletar o máximo de informação possível para produzir uma matéria. Dessa forma, o jornalista não estará favorecendo nenhum dos lados e estará, assim, sendo justo e ético em seu trabalho. Mas, infelizmente, nem sempre os jornalistas conseguem ser imparciais. Na prática, as coisas mudam. E a teoria continua linda, não é mesmo?

Pensemos, agora, no nosso dia-a-dia. A partir do exemplo do Jornalismo, é possível sermos imparciais com as pessoas. É possível que as ajudemos, sem que precisemos, para isso, emitir uma opinião. Podemos ajudá-las a pensar e a refletir sobre determinadas questões, com base em fatos verídicos. Com base em perguntas que as ajudem a pensar sobre um assunto.

Por isso, é importante fazermos a distinção entre neutralidade e imparcialidade. Ser imparcial é viável e extremamente necessário em um ambiente de trabalho. Já a neutralidade só é possível em um mundo sem rosto, sem identidade, coisa que não existe. Em outras palavras, neutralidade é utopia, é história para boi dormir. Ora, ninguém veio a este mundo para ser um nada, ainda que o politicamente correto tente aniquilar e enterrar a nossa personalidade.


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